Nem chorar
Nem lamentar
Tampouco desistir
Quero resistir, escrever e reescrever a história quantas vezes forem necessárias.
Pra longe de mim o medo, a covardia, o desânimo e a desesperança.
Compreendo que a vida é, no fundo, uma equação simples: colhe = o que planta.
Só isso!
Não há como ter uma vida planejada, regrada, obstinada e ainda assim, não conseguir sucesso. Abstraindo-se as fatalidades, o imprevisível vai se distanciando.
Tô tentando disfarçar. Fazer de conta que só estou fingindo que estou chorando e sofrendo.
De verdade, desejo outra coisa pra minha vida...olhos marejados. Engulo. Respiro fundo. Continuo escrevendo, assim, meio elaborado.
Precisamos de pelo menos um ano pra considerar a viabilidade do negócio. A questão é: quanto tempo podemos resistir sem vender? Ou, vendendo tão pouco?
Compras erradas no início, parece que refletirão...até quando?
Me recuso a acreditar que fomos enganadas desse jeito. Mas, agora não há mais o que ser feito. É tentar de todo jeito, vender as coisas...é isso.
Falta uma hora e vinte minutos para o dia acabar e até agora nada aconteceu. Sei que isso pode mudar nos próximos minutos. Mas, como não me consumir? Como pensar em tantos sacrifícios e não ficar triste, muito triste? Já não tenho respostas tão prontas agora.
Um nó se formou em minha garganta e eu mal respiro. Para além das contas não pagas, da falência pessoal e da necessidade de investir para gerar dinheiro, está o emocional fudido, destruído. Sob absoluto estado de letargia e incapacidade pergunto: o que fazer agora?

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